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MOELAS COM AÇUCAR
sexta-feira, junho 11, 2004
 
OH MY GOD!!! THEY KILL ME!!! YOU BASTARDS!!!
Temo pela minha vida. Tenho vivido nos últimos tempos com coração na mão, na terrível perspectiva de que a morte me bata à porta.
A recente vaga de mortes de jogadores de futebol seguida pelo falecimento de conhecidos e importantes políticos da nossa praça só deixam antever uma coisa. Se pensarem sobre nisto facilmente chegam à conclusão que a morte está a seguir uma lista – “As pessoas que quando falam nos fazem sentir um ligeiro trago a bílis misturado com ácido gástrico”. Ora, na terceira posição da escala logo a seguir aos jogadores de futebol e aos políticos vêm os gajos que escrevem blogs. Ou seja, estou condenado.
Parece que já estou a imaginar o meu funeral, em que Sofia Ramalho e José Carlos Malato de mão dada, lágrima no canto do olho e óculos escuros, entoam com ar pesado e constrangido algumas palavras em minha memória: “O DC era um homem sem par. Amigo do seu amigo. Apesar de muitas vezes não partilharmos do seu ponto de vista, sempre tivemos a certeza da sua capacidade. Hoje é um dia triste. Ámen…” Seguidamente Sofia cai nos braços de Malato e rende-se aos sentimentos, chorando desbragadamente. Antes de se retirarem Sofia num último gesto de agradecimento à minha pessoa, ergue-se e diz com ar épico: “Eu até acredito que ele soubesse escrever “juntarmos””. DC

 
POR FALAR EM MERDA…
Queria aqui partilhar com todos vocês, ao bom jeito de um velho do post anterior, uma doença de que padeço e da qual dificilmente me livrarei.
Acontece que sofro de uma grave prisão de ventre, de tripa dura, dificuldade em defecar, o que quiserem. Poderão vocês pensar que o meu pequeno mal funcionamento é corriqueiro e que qualquer laxante, kiwi ao pequeno-almoço ou frequente lavagem intestinal por inserção anal resolvem o problema, mas a verdade é que o meu corpo estabelece laços de amizade com toda e qualquer bosta que ele próprio produza, dificultando na hora da exorcização do tronco a minha tarefa, obrigando-me a cumprir o mesmo ritual, todos os dias. Este ritual resume-se pura e simplesmente a levar um jornal pró trono, e ler as diversas secções.
Se a minha alimentação no dia anterior tiver sido regrada e cuidada, qualquer notícia sobre uma família que viva em pobreza franciscana ou de um rapaz de dezoito anos que esteja preso a uma cadeira de rodas à mais de trinta me faz soltar o gemido. Se por sua vez no dia antecedente tive de recorrer por uma vez ao MacDonalds, aí a coisa requer medidas mais drásticas sendo eu obrigado a ler a secção de crónicas do Miguel Sousa Tavares, os depoimentos de um jogador de futebol ou os anúncios eróticos. Desta feita a poia resultante já não vem com a mesma consistência, chegando por vezes a partir-se ao meio, quando ainda nem sequer se libertou completamente do cano. Agora se, mesmo que seja pouca a probabilidade, eu tenha sido obrigado a comer por duas vezes no mesmo dia nas cantinas universitárias, intervalando pelo meio um lanche com o Ronald MacDonald, aí já a coisa se complica. O remédio terá mesmo de ser uma leitura afincada de um discurso do Paulo Portas, seguida de uma notícia sobre a Casa Pia, um discurso sobre o “Sistema” do Dias da Cunha, uma carta de indignação de um adepto benquista, uma novidade sobre a invasão do Iraque, acabando com mais uma detenção do apito dourado. Como devem calcular uma leitura deste tipo acaba por culminar num festival em jeito de jorrada de merda, em que o chapisco da sanita e da área envolvente já pra não falar do próprio cú é inevitável. Tudo isto é acompanhado ao som de uma sinfonia de flatulência repetitiva.
Espero sinceramente que com tudo isto tenha ajudado quem sofre do mesmo problema que eu, mas não responsabilizo por nenhum efeito secundário que a leitura dos textos referidos acima possam causar.DC

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