MOELAS COM AÇUCAR
sexta-feira, abril 02, 2004
AMOR E....
E estava eu aqui há uns dias a conversar com uns amigos meus quando de repente alguem se lembra de trazer há baila um assunto comum a estas pequenas tertulias masculinas: gajas e amor(es), amor(es) e gajas, enfim. Eu sei, eu sei, o tema é sempre o mesmo, já está mais que batido e as perguntas (infelizmente) continuam a ser mais do que as respostas (quando as há), e no final da conversa ficamos sempre com aquela sensaçãozinha cá dentro de que, não importa o quanto saibamos sobre elas, esse "quanto" nunca é suficiente...Mas enfim acho que aquilo que realmente me fez escrever esta pequena reflexão foi uma frase fenomenal (*) proferida no final da conversa, e que resume bem este assunto: "as gajas são todas iguais...só muda o tamanho e a quantidade das manchas". Para quem não está a fazer a associação, deixo aqui a o titulo de um filme que passou há pouco tempo na televisão pública "Amor e Vacas". JP
(*): PS- antes de ser cruxificado como o outro, digo já que não concordo...mas não deixei de achar piada.
segunda-feira, março 29, 2004
AVANTE@NET
Já se está a tornar regra os bares e salas de convívio das universidades portuguesas serem, de tempos a tempos, invadidos por membros da JCP em alegre distribuição de folhetos, promovendo a luta estudantil e a óbvia inscrição no movimento.
Desta vez os camaradas, devidamente trajados (fita na cabeça, meias às cores e cão à porta), viram cá no “je” um alvo perfeito para a consciencialização e como quem não quer a coisa lá me enfiaram o folheto na mão. Entre palavras de ordem do tempo do estado novo e ideias pouco mais do que sonhadoras, lia-se de tudo. Mas a questão que mais me intrigou foi a referência ao site da JCP. Há que ser coerente nestas questões sócio-políticas, e a Internet não faz com certeza parte do ideal “anti-globalização” do comunismo. Mas se calhar até nestas coisas da web os “cassetes” idealizam o seu mundo perfeito ou neste caso o seu mundo virtual perfeito. Ou seja, provavelmente existe uma Internet comunista onde como é óbvio não existem actualizações nem updates à mais de 30 anos, onde existe apenas um protocolo (anárquico) e onde as compras on-line se limitam a erva e mortalhas. Mas sejamos sérios, globalizados ou não, os comunistas serão sempre comunistas…DC
domingo, março 28, 2004
PUBLICIDADE
Já todos nós sofremos com a publicidade, quanto mais sendo enganosa. Ela manifesta-se de diferentes formas:
- pode ser oral, publicitando-se o próprio: "Eh pá, eu sou mesmo bom. Ontem no cs matei 20 putos com 18 head-shots e não morri nenhuma vez!" Neste caso, para piorar as coisas, a pessoa usa a publicidade para mostrar que é a maior. Essencialmente, a isto chama-se "o Cagão", mas isto foge ao assunto em questão.
-pode ser ouvida: Já aconteceu de certeza a conhecidos vossos receberem uma chamada a dizer que "Ganhou um colchão!". De seguida a voz ao telefone apenas pede que se dirijam à sede para receber o prémio. Chegados à toca do lobo, são obrigados a endividar-se até aos netos para receberem o tal colchão.
-pode ser visual: Esta é a publicidade mais importante, pois é dos sentidos que usamos mais. Daí que seja também dos sentidos mais influenciáveis. É enganado, por exemplo, quando se vai comprar uma pizza congelada que tem um aspecto tão delicioso, mas no prato parece que alguém já a andou a mastigar por nós. Outro exemplo são os soutien "WonderBra", esses sim, deviam ser proibidos, pois já muita gente do sexo masculino foi enganada.
Finalmente existe a publicidade de m*rda. Ao contrário do que possam pensar, esta não é a má publicidade. A má publicidade é a publicidade a pensos higiénicos. Como não há muito a dizer sobre a utilidade de um penso higiénico (não que não sejam precisos mas a sua utilidade é só aquela), passam sempre os mesmos anúncios espanhoís, bastante maus por sinal. A publicidade de m*rda é a publicidade a "Kellog's Special K", "All Bran"e a outros que tais. Repare-se que quem compra aquilo é para poder ter regularmente o seu "momento especial", ou seja, ir regularmente à casa de banho. É literalmente deitar o dinheiro pela sanita abaixo. Haverá algo mais estúpido do que isto?
A minha opinião é que para a próxima faziam melhor em dar-me o dinheiro e começar a comer uma feijoadazita ou duas em vez dos cereais. Assim ficávamos todos felizes. Divirtam-se
AL