MOELAS COM AÇUCAR
sábado, março 13, 2004
AI, AI, EU NEM SEI...:
Eu tenho de dizer isto. Acabei de vir de um café onde adquiri duas, e volto a repetir, duas latas de Coca-Cola. Dei dois euros para pagar as belas das latinhas. Eis senão quando o homem que me atende diz com um ar estúpidamente sereno "Está certo, obrigado!" e eu, na calma que me é caractrística grito "Está certo o caralho, faça lá a conta outra vez que isso para além de não estar certo, poderá eventualmente estar errado!", ao que ele reage dizendo "Faça lá as contas, deu-me dois euros, pra pagar duas colas, cada uma a um euro, o que dá dois euros.", é que nem me dei ao trabalho de responder, e sabem o que vou fazer às colas?
Se souberem, por favor, digam qualquer coisa porque eu não sei, e beber aquilo é estrago! Quero sugestões...
ZN
quarta-feira, março 10, 2004
EMPREGOS
Acho que toda a gente quando era pequeno queria ser, ou bombeiro ou médico. Eu não podia ser excepção: fascinavam-me as luzes azuis e vermelhas, o azul e branco da ambulâncias e o vermelho garrido dos carros de bombeiros, assim como o som (agradável pensava eu na altura) das buzinas e ademais aparelhos sonoros usados quando havia um acidente ou desastre. Esta fase durou até aos 7 ou 8 anos. Depois não sei o que se passou: as cores deixaram de fazer sentido, e os sons lembravam-me sempre alguém a gritar, e descobri que afinal não queria ir apagar fogos, desencarcerar pessoas de carros, tratar fracturas expostas, ou mesmo acompanhar os corpos (devidamente mortos) para a morgue. Não, o que eu queria agora era ser jogador da bola. Ser um novo Pele, dominar a bola como o Tsubasa e andar à porrada com os árbitros como o Maradona. Enfim ser amado e desejado como um ídolo e sentir um estádio cheio a gritar “GOLOOO” após um remate indefensável cá dos meus. Também esta fase durou pouco: tempo suficiente para descobrir que eu pá bola não tinha grande jeito e que os únicos gritos que ouviria seriam os da minha mãe quando eu partisse dois ou três vidros lá em casa, fruto da minha tamanha azelhice. Por isso (e por ter amor à vida) abandonei aquela que poderia ter sido uma brilhante carreira no mundo do futebol (ou intão não).
Depois cresci, e finalmente descobri a carreira para a qual estava talhado: o que eu queria mesmo ser era deputado: ai as vantagens…já nem falo do dinheiro ou do poder mandar e desmandar ao desbarato; falo sim da imunidade que o cargo confere, as viagens ao Brasil e outros países à conta dos contribuintes, o perceber tanto de politica interna como de atuns, criar leis que permitissem aos meus familiares poderem todos ir para a Faculdade de Medicina sem terem nota para isso, o criar leis que, ao invés de melhorarem a vida dos eleitores, pioram-na, defraudar as expectativas que todos os que em mim votaram, roubar (como se diz na giria politica, "angariar fundos"), enfim todo um conjunto de factores que me levam a concluir que esse é provavelmente, o melhor emprego do mundo. JP
DA CHINA COM AMOR:
No Domingo fui comer a um restaurante chinês, refastelei-me num porco agridoce e digo-vos que estava daqui ( tocando com o plegar e incador direito na orelha ). Não é habitual da minha parte comer sobremesa, mas tudo bem, desta vez apeteceu-me Ananás Fa-Si, que para quem não sabe é ananás frito que antes de se levar à boca se deve afogar numa terrina de água para evitar uma queimadela na lingua e o ocasional "F*DA-SE".
Em pleno acto de afogar o ananás ( isto soa mais estranho do que na verdade é ) fez-se luz na minha pouco iluminada cabeça, e pensei, já sei, já sei como se lembraram das cenas para o filme "Master And Commander", sim sim, esse em que o grande ananás que é o Russel Crowe embarca num Fa-Si, a que vamos chamar de "barco", e parte para essa grande terrina que é o mar.
Ao acabar a minha sobremesa a única coisa que restou foi uma terrina de água suja com pedaços de ananás e saliva, aí sim assustei-me, é que eu podia jurar que estava frente a frente com Manuela Ferreira Leite, mas felizmente não, era mesmo só trampa.
ZN
terça-feira, março 09, 2004
ATÉ AS COMEMOS!
Já os antigos diziam: “Puta que pariu a micose no saco das bolinhas”, mas isso era lá com eles e nós não temos nada a ver com isso. Isto para dizer que na semana passada em Cartagena (Espanha) foram detidos nove jogadores do Leicester, clube de futebol da “premiere league” inglesa que ali estagiava, por suspeita de abuso sexual de três mulheres. Não percebo o porquê de tanta indignação. A rapaziada apenas tentou marcar uns golos extra para complementar o treino da tarde, que com certeza não lhes satisfez os ímpetos goleadores. Mas à parte disso faz-me confusão como é que nove homens abusam de apenas três mulheres ao mesmo tempo. Houve de certeza ali muitos toques em bolinhas alheias que apesar de casuais não foram punidas com a devida sanção disciplinar. A claque do clube, essa ficou radiosa com a notícia, celebrando-a com o já habitual cântico:”até as comemos carago!!!” DC
VOTA DC, SABES BEM PORQUÊ!!!
Caros (e queridos) cidadãos:
Considero estarmos a passar por uma fase delicada da nossa nação em termos eleitorais. Penso por isto ser este o momento ideal para, por este meio, anunciar a minha candidatura à presidência da república.
Considero-me pleno detentor de todas as capacidades (e mais algumas) essenciais à representação de tão importante cargo, ou seja, e passo a enumerar:
1-Digo “pá” no final de todas as frases.
2-Tenho plena consciência da inutilidade do cargo.
3-Percebo tanto de política externa como de ski aquático.
4-Percebo tanto de política interna de como de política externa.
5-Tenho jeito com gente idosa.
6-Tenho jeito para os trabalhos manuais, capacidade decisiva no momento de cortar as fitas características das inaugurações.
7-Falo 47 línguas diferentes todas elas com um irritante sotaque aportuguesado o que lhes concede ligeiras parecenças com grunhidos cavernais.
Dito isto, e pensando ter já o vosso total apoio, resta-me apresentar o meu plano presidencial:
1-Demitir todo executivo governamental e não eleger nenhum interino. Anarquia por anarquia mais vale assim.
2-Permitir, senão obrigar, a violência física caso esta seja dirigida a José Mourinho, Luísa Castel Branco, Manuela Moura Guedes e a mim mesmo (caso seja com jeitinho).
3-Deportar os Delfins para o Deserto do Atacama onde por muito que eles gritem ninguém os ouça.
4-Mandar prender quem diga “é assim”, “oh chavalo”, “Até amanhã se Deus quiser” e “Opá eu até gostei do álbum dos tribalistas” mais do que duas vezes por ano.
A implementação destas quatro promessas levará provavelmente os quatro anos do mandato a realizar, pelo que não considero ser necessário divulgar mais nenhuma.
Espero ter sido esclarecedor ao ponto de poder contar com todos vós. Portugal precisa de nós (Sejamos nós quem formos).DC