MOELAS COM AÇUCAR
sábado, janeiro 31, 2004
UÊLÊLÊ:
Acabei de ver no telejornal uma manifestação de emigrantes, eles reuniram-se todos em frente da sagrada Câmara Municipal de Lisboa.
De entre todas as nacionalidades estava um grupo de brasileiros, que, com pandeiretas e roupas do carnaval Carioca, cantavam rimas de ordem, rimas essas que agora não me vêem à cabeça. Entrevistaram uma senhora desse grupo, e cá vai a principal queixa dela: "- A gente é discriminado!" .
Não pensem que estou a gozar com a comunidade brasileira em portugal, mas se a vossa principal queixa contra o estado é a discriminação, essa não será a melhor maneira de o demonstrarem. Não sei, secalhar todo o traje de rainha da noite já esteja un petit batido.
P.S.: DVC não tou aqui para ofender ninguém!
ZN
EPAH, ISSO DÓI:
Entrei num restaurante, estava quente e abafado, o cheiro a cavalo e catinga era fustigante, a comida meus amigos, divinal, uma mistura entre o que o chefe Silva confecciona e o que ele caga. Sim é verdade fui a um McDonalds, e também vos digo que graças às novas tecnologias wireless consegui mandar este post a partir dos cuidados intensivos do Hospital Universitário de Coimbra enquanto me estavam a lavar o estômago com um aparelho de inserção anal e eu gritava de agonia no que acredito ser o processo médico mais doloroso de sempre.
A tudo isto e com o meu fragilizado polegar no ar, eu digo: I'm Loving It!
ZN
sexta-feira, janeiro 30, 2004
NÃO HÁ NÍQUEL QUE AGUENTE
Ora meus amigos, como com certeza já repararam os anjinhos reservaram-nos um rico ano a nível de paródia. Ele é rock in rio, super bock super rock, euro2004, queima, etc.
Até aqui tudo bem já que a maralha quer é “rambóia” pra esquecer as obrigações e responsabilidades da vida estudantil. O grande problema está na grande dificuldade com que as nossas carteiras se depararão para suportar os nossos devaneios parodianos. Basta um leve passar de olhos na agenda pra este ano para nos apercebermos que isto de gerir o dinheiro não pode ser tarefa a realizadar em cima do joelho.
Os nossos amigos brasileiros do rock in rio reservaram-nos uma noite de metalada (Slipknot e Metallica) pra dia 4 de Junho, mas como quem não quer a coisa fixou os preços dos bilhetes nuns “convidativos” 50€, que muito nos vais custar a dar. Como se isso não bastasse a Super Bock assegurou a participação dos KoRn no seu festival que se realiza 5 dias depois. Sendo que a nossa querida marca de cerveja é mais nossa amiga os bilhetes não vão ultrapassar os 30€ (espero eu). A Queima das Fitas (a original claro) que este ano vai ser de arromba devido à tentativa frustrada de acabarem com ela ainda não anunciou nenhum nome mas afinal na festa da estudantada isso acaba por ser o menos importante e o bilhete geral é inevitável. Posto isto, a compra de um bilhete para o euro2004 está posta de parte tendo nós de nos contentar com umas noites no café da esquina com os amigos da bola na esperança de vermos a equipa das quinas arrumar com a concorrência. Se regarmos todos estes eventos com muita cerveja e afins, já podemos ter uma ideia do prejuízo que isto nos vai trazer e ainda nem estou a equacionar as férias de Verão que virão depois. Vamos lá ver isto não dá pró torto obrigando-nos a implorar/chorar por uns trocos aos nossos queridos progenitores. DC
quarta-feira, janeiro 28, 2004
ASNEIRADAS
Desde sempre considerei as mulheres como o ser perfeito. Isso, entre outras coisas, significa que elas não bebem, não fumam, não mijam, não fodem (a não ser connosco…ou assim gostávamos que fosse…) e acima de tudo, não dizem palavrões. Não sei mas há alguma coisa de anti-natural e anti-feminino numa mulher a dizer “foda-se” ou “caralho”. Não há nada pior (até há mas pronto, esta também é mazita) do que uma gaja dizer, cada 3 palavras, 4 asneiras. Se não vejamos: um homem quando diz uma asneira mantém sempre o mesmo tom de voz, a mesma cadência, como se a asneira encaixasse perfeitamente naquilo que ia dizer a seguir. È quase como se o discurso todo ficasse incompleto sem a sua existência. E há coisa mais maravilhosa do que um gajo dizer “foda-se” no fim de cada frase? É algo natural, digo-vos eu. Exclusivamente masculino e impossível de reproduzir (por elas). Já o mesmo não se passa com as mulheres. Um gajo consegue sentir quando elas tão pa dizer um palavrão: parece que fazem um compasso de espera antes de o dizerem, e quando finalmente o dizem, fazem-no tal mal, mas tão mal, que fica provado que aquele não era, decididamente, o lugar dele, bem ao contrário dos homens, em que todos os sítios, todas as frases são perfeitos para um palavrão. Pior do que isso!! Algumas mulheres vão ao ponto de tentarem imitar a entoação masculina (tão a ver a maneira de falar do José Castelo Branco? É qualquer coisa do género) ao dizer um palavrão, fazendo uma voz mais grossa nessa parte do discurso, decaindo outra vez para o seu tom normal quando a asneira é finalmente dita.
Outras gostam de dizer palavrões por tudo e por nada, como se fossem homens. Há ainda aquelas que cometem a proeza de conseguirem aliar as três capacidades: por tudo e por nada dizem uma (s) asneira (s) com voz grossa. È então nessas alturas que um gajo fecha os olhos e imagina que está a falar com (outra) uma gaja... e de preferência uma que não diga asneiras e que não tenha voz de gajo. JP
CEGUINHOS II
Ora, há que não ter medo, e dize-lo! Esqueci-me!
Pois é, há uma categoria de pessoas que também é tratada como os cegos... Os aleijados! Ou aleijadinhos se preferirem este termo apanascado! E para os aleijados não ficarem a pensar que sou uma pessoa que só se preocupa com determinados tipos de deficientes, (apesar de um aleijado não ser propriamente um deficiente) aqui fica o meu pedido de desculpas aos que se sentiram de alguma maneira lesados...
Atenciosamente, ou não!
JC
Hoje é o maior dia da história ainda curta do MOELAS. O blog apareceu no programa Curto Circuito da Sic Radical. A partir daqui venha o livro, o dvd, e o tivoli... ok, provavelmente esses ojectivos nunca irão ser alcançados mas nunca fez mal sonhar.
terça-feira, janeiro 27, 2004
EU SOU ASSIM
Respondo a provocações com a força dos pulmões, há por aí muitas ovelhas a precisarem de levar umas lições.
E já nem falo dos pastores, “chicos” espertos e falsos profetas, são incontáveis as igrejas que não deviam ter portas abertas.
O discurso está viciado, torna o ar tão pesado, às vezes um par de rimas torna tudo tão mais Zen.
Não tenho pinga de pachorra para os ditos “macho men”, pra quem mostrar sentimentos é coisa de maricas, vendem a palavra amor por fodas, são mais vazios que garrafas sem caricas.
Tento perfurar consciências como se fosse um “Black&Decka”; prefiro dois corpos num só do que a rapidez de uma “quick queca”.
Não tenho a mania que sou diferente, talvez mais exigente, o mundo é um rebanho doente em que só te mandam olhar em frente.
Mas há tanto mais para ver, ao teu lado, atrás também, e pra ser sincero estou-me a cagar para o que supostamente fica bem.
Não acredito no fatal destino, não estou pré-definido, sou sincero e genuíno, a segurança é uma qualidade minha, mas quando digo o que sinto... não uso camisinha.
Continuarei a responder, isso não deixarei de fazer, soube crescer sem envelhecer, nunca deixo de sorrir, mesmo quando me tentam atingir…
O que penso, digo e assino: com orgulho e para sempre, Mimo.
PS: Thks ao Puto pela (muita) ajuda. Fica bem
NÃO NOS TIREM O DIREITO:
Estou saudoso de algo que há muito tempo não me entra pela televisão dentro sem que ninguém o tenha pedido. Falo claro do “Direito de Antena”(DA), esse grande show do horário nobre que se encontra em extinção. Os tempos áureos do DA acabaram com os saudosos anos oitenta. Recordo ainda com saudade, apesar da minha pouca idade na altura, o momento em que imediatamente a seguir ao telejornal se ouvia uma música de separador e logo após nos entrava pela janelinha um qualquer indivíduo bastante exaltado, tendo como fundo umas “lindas” cortinas compradas para o efeito, aproveitando os dez segundos que lhe foram concedidos para nos dizer em tom convincente: “Camarada vendedor de maça raineta não se deixe sucumbir pela nova directiva da união europeia, vota não à maçã espanhola!!!”. Depois disto desaparecia repentinamente deixando-nos com a sensação que aguentaríamos mais uma hora a ouvir aquele senhor porque aqueles dez segundos nos soube a pouco. Mas não fazia mal porque no dia seguinte iria aparecer outro porta-voz desta vez da fábrica de conservas de Vila Nova de Poiares encorajando o humilde trabalhador a ir “à Assembleia-geral dia 12!”.
Ai que saudade que tenho destes bons momentos televisivos em horário nobre passados em família. Camarada não deixe o “Direito de Antena” deixar de ser isso mesmo, um direito, e já agora, vote não às taxas de exploração do frango transmontano. DC
segunda-feira, janeiro 26, 2004
DIZES MUITO MAS NÃO CANTAS:
Hoje uma gaja afirmou à minha frente que o cão dela dizia "Mamã".
Eu respondi que tinha uma garrafa que dizia "Carvalhelhos".
ZN
ENGANOS
Aqui há uns tempos uma amiga minha contou-me uma história que me deixou, ao mesmo tempo espantado e apreensivo: disse-me ela que um certo senhor, que toda a gente (eu incluído), pensava ser panilas (para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de ler “O Meu Pipi”, panilas significa que o gajo era mesmo paneleiro) era afinal, imaginem só…Venezuelano. Dai provinha aquela maneira esquisita de falar (que agora sabemos ser o sotaque do homem) e aqueles trejeitos que só (pensava eu) um paneleiro poderia reproduzir na perfeição, e que são a marca registada de qualquer gay que se preze.
Nada de extraordinário até aqui, se não fosse o facto de eu ter começado a pensar: então mas se nós já não podemos confiar naqueles pequenos jeitos, modos de falar, e todo um conjunto de características que os distingue de nós e que aprendemos a identificar de modo a mantê-los à distância, como é que será daqui prá frente?
Quanto a vocês não sei, mas eu vou continuar a usar a mesma estratégia que venho usando até agora e que ainda não me deixou ficar mal: considerar todos os homens que, independentemente de terem ou não gaja (isto hoje em dia já não é sinal de ser macho, e há uns quantos rabetas que, com essa artimanha conseguem passar por homens normais), como sendo paneleiros. Desta forma se vier a descobrir que por ventura um ou outro não o sejam, fico descansado e até sou capaz de comemorar com uma ou duas bejecas. Mas se se vier a confirmar serem, ao menos a mim não me apanharam desprevenido (e de cu virado para eles). Aqui fica o avisoJP