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MOELAS COM AÇUCAR
segunda-feira, janeiro 10, 2005
 
REFORMA UNIVERSITARIA

Como todo o bom estudante universitário eu ja comecei o ano lectivo farto de aulas de maneiras que agora, Inverno e tal, a última coisa que me apetece é levantar-me da cama e ir pas aulas! E hoje não foi excepção: o despertador tocou, eu desliguei-o, virei-me po lado e continuei a dormir, ou seja, perdi as aulas todas da manhã ( e algumas da tarde porque só acordei la pas 3 :P ). Como é óbvio fiquei com aquele peso na consciência, afinal os meus pais não me andam a pagar a faculdade pa eu ficar a dormir, e por isso pensei: e porque não aulas através do transmitidas por web cam? Cada aluna teria a bela da web cam ligada para que o senhor professor pudesse ver as nossas caras de quem percebe de tudo menos do que ele está a falar (quem não quisesse aparecer com cara de ressacado sempre podia tapar a cam com akela meia suja jogada no canto do quarto), e o professor teria a dele apontada para o quadro. As dúvidas continuariam a ser tiradas nos devidos horarios de atendimentos e as faltas nas disciplinas de avaliação seriam atribuidas aos alunos que estivessem away! E pronto ... tinhamos aulas e continuavamos deitados na cama! Seria tudo muito mais facil ...

DVC
terça-feira, novembro 16, 2004
 
VÍCIOS

Hoje vou-vos falar de alguns dos meus vícios. Não são bem normais, e também não maus. Além do belo "Red Pill" logo de manhã (escandalosa alusão ao "blockbuster" "Matrix") que contém todas as vitaminas de 'A' a 'Zinco', algumas até exageradas, refiro como exemplo a vitamina 'E' que num único comprimido tem 302% da dose diária e eu tomo aquilo todo o santo dia, existe também o vício pelos M&M's (TM). Há qualquer coisa de fascinante naquelas cores... Ou então é apenas o chocolate que cobre o amendoim! Diga-se de passagem que também adoro Snicker's (TM) (lá está, amendoim com chocolate). Mas voltando aos M&M's, não acham que os daltónicos se devem sentir um pouco confusos? E outra coisa, porque raio na embalagem amarela vem desenhado um amendoim inteiro coberto com chocolate e hoje quando abri um só vinha meio amendoim? Sentiam-se contentes com um carro que só trouxesse meio motor? Eu não, e para tirar as dúvidas comprei outro pacote. Já agora como curiosidade experimentem nos comentários dizer como se fazem os M&M's, quem já sabe não diz. Vamos espevitar essa imaginação. Fica a curiosidade que é uma pergunta que costumam fazer nas entrevistas de emprego da Micro$soft, que serve para testar a capacidade de resolução de problemas. De resto não fumo e não bebo. Sempre se poupa dinheiro para os M&M's.
Já a nível desportivo gosto de Kendo. É engraçado andarmos ás pauladas aos amigos e aos nossos professores universitários. Também pratiquei karaté mas era mais chato pois sempre se podia levar com uma "bolacha" de alguém mais distraído, e quando as coisas são feitas por dinheiro e não por amor ao fim de algum tempo perdem o sentido.
De resto a maior parte do tempo é perdida à frente de computador, geralmente fazendo coisas pouco importantes, como escrever em "blog's".

AL
quinta-feira, novembro 11, 2004
 
ERRATA
Afinal parece que não.
DC
 
COMUNICADO
É com pesar que anuncio que:
Arafat morreu.
DC
segunda-feira, outubro 25, 2004
 

HOW AM I?!

Sinto-me violado, rasgado, desrespeitado à força, traído, penetrado por traz por uma maço de madeira donde saem afiados e ferrugentos pregos... O meu orgulho voou, a minha auto estima fugiu, a minha confiança despreza-me, e a minha alegria de viver arrastou-se em espiral pelo buraco da sanita…Sinto-me deprimido, afundado e ao mesmo tempo à deriva, moribundo e ao mesmo tempo a eclodir, seco por dentro e ao mesmo tempo a espumar…Alguém me abriu um buraco entre o diafragma e a os rins, ajeitou o emaranhado intestinal pró lado, enfiou lá a mão e retirou aquilo que de mais verdadeiro, mais genuíno e precioso eu tinha…Já devem ter adivinhado, palmaram-me o telemóvel. DC


 
TORNEIRAS DE CASA DE BANHO

Eis-me de volta após longa ausência para comentar outro dos pilares da nossa adorável sociedade, a casa de banho. Seja ela um luxuoso aposento, uma latrina, uma cova no chão ou uma das do parque de campismo da Praia da Tocha (por esta ordem de nojo), não seríamos os mesmos sem elas. Exorcizam-se almoços, lanches e jantares, muda-se a água das azeitonas e é sempre aquele o sítio onde vai parar aquela sopa já fora de tempo que a mãe enviou para o filho, na esperança de mudar a dieta de Big Mac's (TM) e outros pitéus. Claro que também se faz a barba, toma-se banho, penteia-se ao espelho, e mais importante que tudo, lavam-se as mãos antes das refeições.

E aqui está o cerne da questão! Afirmo prontamente que isto, o acto de lavar as mãos antes das refeições, é uma afronta à higiene pessoal. Senão repare-se: anda um gajo a fazer um virtuoso trabalho de "bricolage", e vai lavar as mãos. Outro anda a passear o caozinho pela rua, e se for um cidadão consciente, vaai levar um saquinho de plástico para apanhar o "presente" da sua Lulu, e chegando a casa, toca a lavar as mãos. Diriam vocês, ignnorantes nestas questões de higiene, que isto é normal, que é uma prática salutar. Note-se que realmente à primeira vista assim parece, mas após boas horas de estudo (diga-se idas ao cinema, Mac Donald's(TM) e outros locais públicos) reparei que a coisa não é assim tão linear. Ou se calhar até seria caso a sociedade fosse perfeita, mas não é este o caso.

Um gajo entra no dito estabelecimento de "junk food", pede o seu menú, vai até à mesa, e enquanto deixa a namorada a guardar a comida vai até ao WC para lavar as mãos. Abre a porta pelo puxador, abre a torneira, molha as mãos, ensaboa as mãos, e... FECHA A TORNEIRA NOVAMENTE (sim, a mesma que tínhamos tocado antes com as mão sujas) COM A MÃO! Cá está! Estão a compreender a complexidade do problema? Claro que há os espertinhos que estão a pensar naquelas torneiras "botão", onde se pressiona na torneira e ela vai vertendo água até o botão chegar a cima. Isto funciionaria se dessem mais algum tempo ao botão, porque nestas torneiras geralmente é sempre preciso pressionar vária vezes durante a lavagem para se ter a água necessária.

Há ainda um outro agravante, a questão da saída da casa de banho. Estes sítios geralmente estão acompanhadoss por uma porta, existindo nestas um puxador, onde provavelmente um outro cidadão lhe tocou, isto depois de ter feito o seu servicinho e de não ter lavado as suas mãos.

Depois de exposto o assunto, penso então que as soluções necessárias a resolução destes problemas são até bastante fáceis. Não se lavam as mãos! Se é para aporcalhar, ao menos que se faça no limite. Já outra solução será andar sempre com um frasco de Amukina(TM) atrás. Finalmente a mais dispendiosa, ter caixas e caixas daquelas toalhitas onde se vê um senhor a limpar pasta de dentes das mãos, no anúncio da televisão...

Espero pois ter-vos alertado para os perigos dessas casas de banho por este mundo espalhadas.

Um abraço,
AL
quinta-feira, setembro 30, 2004
 
BACK IN ACTION!

Bem, cá estamos! Venho com este post anunciar que a "team" Moelas com Açucar, está de volta! Após este pequeno período de férias, que para nós foi uma espécie de retiro espiritual, para nos concentrarmos nas nossas belas escrituras, e tentar agradar o comum do leitor (coisa nem sempre conseguida). Decidimos voltar para extravasar e aplicar o belo do correctivo, a seco, a quem dele precisar! JC

sexta-feira, junho 11, 2004
 
OH MY GOD!!! THEY KILL ME!!! YOU BASTARDS!!!
Temo pela minha vida. Tenho vivido nos últimos tempos com coração na mão, na terrível perspectiva de que a morte me bata à porta.
A recente vaga de mortes de jogadores de futebol seguida pelo falecimento de conhecidos e importantes políticos da nossa praça só deixam antever uma coisa. Se pensarem sobre nisto facilmente chegam à conclusão que a morte está a seguir uma lista – “As pessoas que quando falam nos fazem sentir um ligeiro trago a bílis misturado com ácido gástrico”. Ora, na terceira posição da escala logo a seguir aos jogadores de futebol e aos políticos vêm os gajos que escrevem blogs. Ou seja, estou condenado.
Parece que já estou a imaginar o meu funeral, em que Sofia Ramalho e José Carlos Malato de mão dada, lágrima no canto do olho e óculos escuros, entoam com ar pesado e constrangido algumas palavras em minha memória: “O DC era um homem sem par. Amigo do seu amigo. Apesar de muitas vezes não partilharmos do seu ponto de vista, sempre tivemos a certeza da sua capacidade. Hoje é um dia triste. Ámen…” Seguidamente Sofia cai nos braços de Malato e rende-se aos sentimentos, chorando desbragadamente. Antes de se retirarem Sofia num último gesto de agradecimento à minha pessoa, ergue-se e diz com ar épico: “Eu até acredito que ele soubesse escrever “juntarmos””. DC

 
POR FALAR EM MERDA…
Queria aqui partilhar com todos vocês, ao bom jeito de um velho do post anterior, uma doença de que padeço e da qual dificilmente me livrarei.
Acontece que sofro de uma grave prisão de ventre, de tripa dura, dificuldade em defecar, o que quiserem. Poderão vocês pensar que o meu pequeno mal funcionamento é corriqueiro e que qualquer laxante, kiwi ao pequeno-almoço ou frequente lavagem intestinal por inserção anal resolvem o problema, mas a verdade é que o meu corpo estabelece laços de amizade com toda e qualquer bosta que ele próprio produza, dificultando na hora da exorcização do tronco a minha tarefa, obrigando-me a cumprir o mesmo ritual, todos os dias. Este ritual resume-se pura e simplesmente a levar um jornal pró trono, e ler as diversas secções.
Se a minha alimentação no dia anterior tiver sido regrada e cuidada, qualquer notícia sobre uma família que viva em pobreza franciscana ou de um rapaz de dezoito anos que esteja preso a uma cadeira de rodas à mais de trinta me faz soltar o gemido. Se por sua vez no dia antecedente tive de recorrer por uma vez ao MacDonalds, aí a coisa requer medidas mais drásticas sendo eu obrigado a ler a secção de crónicas do Miguel Sousa Tavares, os depoimentos de um jogador de futebol ou os anúncios eróticos. Desta feita a poia resultante já não vem com a mesma consistência, chegando por vezes a partir-se ao meio, quando ainda nem sequer se libertou completamente do cano. Agora se, mesmo que seja pouca a probabilidade, eu tenha sido obrigado a comer por duas vezes no mesmo dia nas cantinas universitárias, intervalando pelo meio um lanche com o Ronald MacDonald, aí já a coisa se complica. O remédio terá mesmo de ser uma leitura afincada de um discurso do Paulo Portas, seguida de uma notícia sobre a Casa Pia, um discurso sobre o “Sistema” do Dias da Cunha, uma carta de indignação de um adepto benquista, uma novidade sobre a invasão do Iraque, acabando com mais uma detenção do apito dourado. Como devem calcular uma leitura deste tipo acaba por culminar num festival em jeito de jorrada de merda, em que o chapisco da sanita e da área envolvente já pra não falar do próprio cú é inevitável. Tudo isto é acompanhado ao som de uma sinfonia de flatulência repetitiva.
Espero sinceramente que com tudo isto tenha ajudado quem sofre do mesmo problema que eu, mas não responsabilizo por nenhum efeito secundário que a leitura dos textos referidos acima possam causar.DC

segunda-feira, maio 31, 2004
 
TAMBÉM LÁ HEI-DE CHEGAR
Correndo o risco de ser acusado de ser insensível, admito aqui que não gosto de idosos, de gente de idade, de “cotas”, de velhos, de velhinhos, de velhotes e de velhacos. A verdade é que não consigo ter uma conversa agradável com eles, sem que ao fim de 5 segundos os meus olhos ganhem vida própria e comecem a revirar como se a íris se quisesse esconder por detrás das pálpebras. Quando sou reconhecido por algum velhinho na rua, daqueles que nos conhecem sem nós sabermos muito bem porquê, a conversa acaba sempre por ser monopolizada pelo dito idoso, que não olha a meios para me contar todas as artroses, artrites, reumáticos, úlceras, bicos de papagaio, varizes e dores na articulação do 3º dedo do pé direito de que padece, do filho que adoeceu, do neto que entrou na faculdade, do marido que não faz nada em casa e da comadre que se zangou com o senhor Arlindo do 5º esquerdo. Tudo isto é vomitado em jeito de sucessão, acabando por ser o primeiro assunto a ser começado o último a ser acabado. Como se não bastasse cada tópico abordado, é no mínimo repetido três vezes, intercaladamente com outro assunto. Deixo aqui um diálogo entre mim e um velho, que acho digno de ser postado:

-Olá menino está bom, dê cá dois beijinhos… O menino não pára de crescer…Esta juventude… Então é verdade que a sua mãezinha está doente?
-A minha mãe? Doente?
-Ontem quando estava a ir ali à mercearia, já eram umas sete horas, eu ontem fui lá mais tarde porque não podia deixar a sopa ao lume e o meu João não gosta da sopa queimada, de maneiras que só lá fui às sete, já estava frio, fiquei logo com dores aqui na hérnia, mas como o meu João não gosta da sopa queimada, só lá fui às sete horas e de maneiras que vi a sua mãezinha e ela não me parecia nada bem…
-Mas ela está…
-Pois eu vi logo que ela estava muito branca…Até era pra ter ido falar com ela mas como tinha a sopa ao lume, nem pude…Até comentei com a dona Aida quando já estava a vir embora que a sua mãezinha tava muito pálida…Deve ser do tempo…
-Então ade…
-Pois eu bem vi com estes dois que a terra há-de comer, que a sua mãezinha não tava bem…
-Pronto então bom di…
-Mas ela já tá melhor? É que não me pareceu nada bem quando eu a vi quando fui à mercearia ontem…Até era pra lhe pra lhe ir perguntar mas o meu João é sempre a mesma coisa, e eu já estava aqui com dores nas varizes que não me largam, ainda ontem fui ao hospital e o Dr. Chaves até me disse que isto estava a ficar melhor….

Isto continua mas acho que já perceberam a ideia… DC
quinta-feira, maio 20, 2004
 
SKATE OR… WHATEVER…
Estive a rever todos os posts escritos neste tasco blogueiro desde o seu início, e tive a agradável surpresa de reparar que alguns foram alvo de comentários tardios que não tiveram direito a resposta.
Sem qualquer dúvida o “ANIMAIS DO MUNDO III”, escrito pelo JP (Ler), merece nova apreciação, tendo agora em conta os comentários instrutivos que lhe foram dirigidos. E como aqui os moeleiros não cedem a pressões de ninguém, aqui vai disto.
Fala o post, erradamente ao que parece, de dreads e afins. Como não poderia deixar de ser, saíram imediatamente comentários (alguns com sentido outros nem por isso) de alguns skaters a defender o bom-nome da classe. Isto fez-me pensar, chegando mais tarde a algumas conclusões. Há centenas de anos atrás as pessoas distribuíam-se nas classes (Clero, Nobreza e Povo) conforme a sua condição financeira, “cor do sangue”, e intelecto. Mais tarde, por volta dos 60s e dos 70s, a distribuição era feita conforme as suas ideologias políticas e a sua atitude perante a vida (ex: Hippies, Punks). Nos tempos que correm e atendendo à diversidade de grupos (dreads, mitras, skaters, betos, betinhos, fashion’s, etc), a coisa já funciona de maneira diferente, isto é, as pessoas distribuem-se conforme a maneira de vestir, e conforme os rituais urbanos que assumem. Mecanismo mais fútil, diriam alguns, ou mais democrata, diriam outros. É de realçar que a maioria das pessoas tem necessidade (compulsiva diria eu) de se juntar a qualquer um destes grupos para se sentir integrado, ignorando depois de integração conseguida, os seus antigos compinchas que já não tiveram a mesma sorte (ou azar).
O que mais me intriga nestas classes são os chavões vulgarmente utilizados e o seu significado e propósito. Pego como exemplo um chavão skater utilizado nos comentários do post que vos falei: “Skate or Die”. Admito que não consegui chegar a nenhuma conclusão lógica para esta frase. Traduzindo à letra, a pérola pode assumir dois sentidos: “Patina ou Morre” e “Raia ou Morre” (para quem não sabe, “skate”, é um termo inglês que na zoologia identifica o peixe que em português é conhecido como raia). A primeira lembra ideais de extrema-direita que não interessam a ninguém, a segunda parece-me uma receita médica de um qualquer nutricionista apologista do consumo exacerbado de raia. Dito isto, apelo aqui aos skaters que me elucidem sobre este assunto, com a clarividência que reconheço neles (em alguns pelo menos).DC



terça-feira, maio 18, 2004
 
RECADO AOS “XATOS”

Tenho assistido nos últimos tempos a acessos de raiva dirigidos à minha pessoa por amigos e conhecidos, cuja capacidade intelectual e nível cultural me faziam esperar outro tipo de comportamento. Tais comportamentos resumem-se apenas a uma necessidade de criticar os meus gostos pessoais, que por muito que sejam discutíveis, não deixam de ser meus.
A gota de água aconteceu hoje, quando um distinto representante da “associação nacional da pêra e do bigode” e meu amigo se dirige a mim com um tom irónico de clara provocação, ensaiando um discurso já muitas vezes repetido. Do diálogo que rapidamente se tornou num monólogo saíram apenas insultos, adjectivos destrutivos e argumentações completamente falhadas e baseadas em parco conhecimento de causa, acerca de uma arte de que eu tanto gosto, apesar de pouco compreendida no nosso país.
Apesar de já não ser, nem de perto nem de longe, a primeira vez que tal situação acontece, e de a coisa já estar a "xatear", começo a sentir-me bem com a importância que tais pessoas dão aos meus interesses e à comichão mental e micose intelectual que tais interesses lhes causam.
A todas as pessoas que nos últimos meses a mim se dirigiram com o intuito de fazer reclamações, choradinhos e notas de indignação acerca dos meus gostos, como se eu fosse um livro amarelo de uma qualquer repartição pública, fiquem sabendo que da próxima serão veemente ignorados.
O mesmo será dizer que a próxima pessoa que me vier “chingar” os ouvidos dizendo que o futebol se resume a 22 homens atrás de uma bola, que a política é para betinhos e que o wrestling é coisa de e para panilas, será ignorado com um chapadão na tromba. Tenho dito.

P.S. : Peço desculpa a quem isto interessar tanto como número de vezes em que eu vou à casa de banho por dia, mas eu tinha de desabafar.DC
quarta-feira, maio 12, 2004
 
Bombas Atómicas

Estava eu hoje a passear pelo belo cortejo na Queima das Fitas (Marca registada - sim, porque as outras são uma cópia desta) de Coimbra quando, talvez por ter acabado de beber uma vodka oferecida por um grande amigo meu que estava num carro, me lembrei das vantagens de ter a nossa própria bomba atómica. Sim, porque isto há gente mais sensível a bebida que outra.
Há uns anos atrás, perdi uns tempos à procura do processo de fabrico de uma bomba atómica. E nada melhor do que a net para encontrar tópicos sobre o assunto. Navegava eu num fórum bastante frequentado por mim na altura, quando me aparece a bendita receita. Aqui numa versão mais cómica , se bem que me embro que a receita original era mais séria. Bem, para quem é, bacalhau basta. Tendo a receita e o tempo necessário para "cozer" os ingredientes, vou-vos agora dizer algumas vantagens de ter a famosa bomba.

Para começar, acho que dá estilo. Já pensaram o sucesso que vão ter com as míudas quando se souber na vossa escola que têm a vossa própria bomba atómica? E depois podem sempre chegar ao pé de alguma e perguntar: "Queres ver a minha bomba atómica?". É sucesso garantido.

Continuando com a escola, ninguém mais vos chateia. Para qualquer começo de chatices podem sempre responder: "Vê lá se queres que te deixe um presente lá em casa...".

Livram-se daqueles vizinhos ou parentes mais chatos. Na primeira vez, devido a ignorância, que lá forem a casa, cortam a conversa do seguinte modo:"Já viram o meu novo brinquedo?". Após uma breve explicação sobre o objecto em questão, é vê-los a fugir a sete pés.

Fazem-se amizades fascinantes. Logos após a notícia se espalhar, notáveis elementos deste nosso pequeno planeta vão fazer fila para ficarem vossos amigos. Os senhores Kadahfi (actual ditador da Líbia), Bin Laden (este não precisa de apresentações), KIM Chong-il (ditador da Coreia do Norte) e muitos outros. Isto eram tardes e tardes de conversas interessantes sobre como governar o mundo. Ou então sobre democracia.

Mas como tudo na vida, também traz desvantagens. Porque é daquelas experiências a ter que, se algo corre mal, não fica muito para contar aos netos. E pior do que isso tudo era ter um outro senhor muito interessado em falar convosco. Senhor esse dito como o homem mais poderoso do mundo, o senhor George W. Bush. É que ditadores terríveis é como o outro, sempre há qualquer coisinha para conversar, agora o amigo Bush quase nem falar sabe...

Espero com isto ter contribuído para se dedicarem mais às Físicas. Divirtam-se.

AL
domingo, maio 02, 2004
 
SYSTEM OF A DOWN...
A propósito do jogo de hoje à noite entre Sporting e Benfica, e fazendo uma rápida análise à invasão de campo de vários apoiantes do clube da casa, à qual não se seguiu qualquer tipo de detenções, nem intervenções, só se pode dizer que a culpa é efectivamente e inequivocamente do “sistema”…do sistema de vigilância de vídeo, do sistema policial, do sistema nervoso dos adeptos…enfim o Dias da Cunha lá saberá… DC
terça-feira, abril 27, 2004
 
Atração Universal

Há uns anos atrás, para quem não estava lá, um senhor chamado Isaac Newton estava sentado debaixo de uma macieira quando vê uma maçã cair para o chão. Esse senhor não devia ter grande vida social ou namorada, pois dedicou algum tempo da sua vida a pensar nisso, escreveu uns livros e ficou muito famoso. Mas graças a ele ficámos a conhecer a Lei da Gravitação Universal, também conhecida por Mecânica Clássica (perdoem-me os físicos por qualquer incorrecção nisto, mas ainda não fiz a cadeira. É este ano!). Do que sei do assunto, parece que a massa atrai-se, ou seja, todos os corpos são atraídos uns pelos outros. Isto não tem nada a ver com atracção por pessoas do sexo oposto (ou do mesmo, para quem goste), pois essa é apenas mental. No início do século XX veio outro senhor chamado Einstein dizer que não era bem assim, e também ele não tinha grande vida social, pois também gastou uns anos nisto, mas ficou ainda mais famoso que o tio Isaac.

Serviu a pérola de sabedoria atrás escrita como explicação para aqueles episódios curiosos que nos assolam no dia-a-dia. Estou a falar de coisas do género: estarmos a conduzir e vir um carro bater-nos, ou estarmos chateados com alguém e a pancadita de amor com que iríamos presentear esse alguém afinal saiu com mais força... Isto é tudo culpa das leis da física. Ou por exemplo, quando deixamos de segurar um copo e ele cai no chão. A culpa é da amiga gravidade. Por outro lado ela impede-nos de flutuar que nem balões, prendendo-nos a este belo planeta azul. (Isto foi uma subtil referência à conquista do último campeonato por essa grande equipa chamada FCP, para quem não notou). Agora também deve ter sido essa atracção que levou o cabo de electricidade a encontrar-se com a pá da retro-escavadora na semana passada que deixou o meu prédio sem luz durante algum tempo... De certeza que a culpa não foi dos génios que comandavam aquele maldito instrumento. Coisas da vida!

Espero com isto ter contribuído para levantar essas notas de física. Divirtam-se.

AL

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